quinta-feira, novembro 05, 2009
Falar sobre meditação
quarta-feira, novembro 04, 2009
Siddhartha de Hermann Hesse
Li ontem este livro, que aparentemente toda a gente já leu, pela primeira vez. Hoje apeteceu-me escrever aqui o que me vier à cabeça, sobre o livro.
Siddhartha viveu nos tempos de Gotama, o Buda. Não acreditava em doutrinas, nem em mestres. Foi um culto brâmane, depois um samana da floresta, um pedinte, a seguir um mercador rico e finalmente foi viver com o barqueiro na sua cabana, e aprendeu a ouvir o rio. E depois apareceu lá o seu filho e aprendeu a amar. O filho partiu e aprendeu a sofrer a perda de um ser amado. E assim compreendeu o “povo de crianças” em relação ao qual antes se sentia superior.
Um dia ouviu o Buda expor a sua doutrina, que achou perfeita. No entanto aprendeu mais a olhar para o Buda, para a sua serenidade, do que com a sua doutrina. O seu amigo Govinda resolveu deixar Siddhartha e seguir o Buda, mas ele não o fez. Foi para a cidade, onde viveu vinte anos, e conheceu a bela cortesã Kamala pela qual se tornou rico. Na cidade esvaziou-se completamente a sua alma, chegando à beira do suicídio, mas foi salvo pelo som do Om que veio de dentro de si, quando se ia atirar ao rio.
Siddhartha aprendeu com todas estas experiências ao longo da sua vida, e acabou por encontrar a paz que sempre procurou, numa vida simples, a escutar o rio.
O seu amigo Vasudeva, o barqueiro, parece ter passado a vida junto ao rio e tornou-se um santo, como o Buda.
Govinda, o amigo de Siddhartha, nunca encontrou a paz, apesar de aplicar a doutrina do Buda, que ajudou milhares a despertar.
A história da vida espiritual do Siddhartha é das coisas mais belas que alguma vez li.
Também achei linda a história das outras personagens, como pessoas diferentes têm caminhos diferentes. O barqueiro Vasudeva que atingiu a paz com uma vida simples. Os que beneficiam com doutrinas, os que as seguem e não beneficiam, os que não as seguem. Os que precisam de experimentar todos os caminhos para ver por si próprios que não lhes servem, os que não precisam de experimentar pois acreditam em algo simples, como a sabedoria de um rio.
O livro não diz só isto. Mas foi o que me deu vontade de escrever.
E cada pessoa segue o seu caminho...
quarta-feira, outubro 07, 2009
SitaRama

quinta-feira, agosto 27, 2009
Avalokiteshvara

Mas o ideal do bodhisattva, do Budismo Mahayana, é inspirador. O bodhisattva é um ser que está perto de atingir a iluminação mas opta por não o fazer. Continua no mundo para ajudar todos os seres a libertarem-se do sofrimento, e a sair do samsara...
A prática do Theravada é essencialmente Samatha e Vipassana, o que basicamente significa, parar e olhar. Não parece haver um ênfase tão grande na compaixão, que no entanto aparece naturalmente interligada com a sabedoria... Mas aqui não há bodhisattvas, é o salve-se quem poder!
Estou-me a sentir melhor colorindo o Theravada com um pouco da compaixão do Mahayana e da beleza do Vajrayana. A ciência do Ajahn Buddhadasa, o calor do Thich Nhat Hanh, a magia do Dalai Lama... Há tantas fontes de sabedoria e bondade.
Ontem fiz metta bhavana, a famosa meditação do amor incondicional. Já não fazia uma meditação prolongada há algum tempo. E vi como é importante dar mais ênfase ao amor e compaixão.
Entrei hoje no ano 40, com esta sensação de que, se o coração está morto não dá para parar e não há nada para ver...
Que todos os seres se libertem do sofrimento e das causas do sofrimento, e que cultivem a felicidade e as causas da felicidade.
sexta-feira, junho 19, 2009
A impermanência e os bidés
A pensar sobre se deveria meditar sentado ou a fazer posturas de yoga, sentei-me neste bidé. Subitamente o bidé parte-se. Montes de sangue, um grande golpe, quatro pontos... Tive muita sorte com o lugar do corte.
Sábado de manhã, dia 13 de Junho... Aprendi na pele o que significa a impermanência, a fragilidade desta vida humana. Em qualquer instante tudo pode mudar. Subitamente os nossos dilemas deixam de fazer sentido. Mesmo sentado num bidé! Não podemos contar com nada como garantido...
sábado, junho 06, 2009
Yoga, Meditação e Budismo

Às vezes sinto a prática das posturas do yoga apenas como uma preparação física para a meditação a seguir. Toda a gente sabe que Asana não é só físico. Mas quem faz realmente meditação na prática de Asana?
“Two early sutras in which the Buddha gave meditation instructions are the Anapanasati (Awareness of Breathing) and the Satipatthana (Establishing of Mindfulness) sutras. In the Southern (Theravada) tradition of Buddhism these sutras are still considered the most important texts on meditation practice. […]
From my first introduction to these sutras, their incredible value for asana practice has been apparent to me - lifting the physical practice of asana from a mere preparatory role for meditation into a real and deep meditation practice itself." - Frank Jude Boccio.
Estou a ler novamente este livro. Diz o Georg Feuerstein: "This book should be read by every aspiring yoga practitioner."
segunda-feira, junho 01, 2009
Ter fé
Observar o ar nas narinas não é interessante. É preciso inventar histórias, criar fantasias. Mas o problema é que as histórias não estão a acontecer. O movimento da respiração no corpo imóvel está a acontecer. Afinal o que é interessante? Viver em sonhos ou viver o momento em que de facto se está vivo?
Em cada momento respiro. Em cada instante estou vivo. Não é preciso esperar pelo prazer do almoço, ou de um encontro, pela conclusão do que estou a escrever, ou qualquer outra coisa.
Há sempre uma pequena ânsia de concluir o que se está a fazer para fazer algo a seguir. E quero que os 45 minutos passem, que os dias passem, que esta emoção me deixe, que tudo passe.
Mas o que vem a seguir? Mas o que há de interessante "a seguir"? Porque motivo caminhamos com ânsia de chegar? Afinal chegamos onde? Não estaremos sempre aqui? Porque é que o próximo passo é melhor que este?
Não poderemos mesmo estar onde estamos, sem querer o que vem a seguir e sem inventar prazeres em mundos ilusórios?
Pode mesmo a mente ser treinada para estar eternamente presente, no tempo e no espaço, focada, descontraidamente atenta?
Eu estou a com fé numa técnica, que o Buda ensinou. Chama-se Anapanasati.
terça-feira, maio 26, 2009
A fórmula da felicidade
O Ricardo Sasaki, professor de Buddhismo Theravada, passou-nos a seguinte fórmula no mini retiro que fizemos em Gaia, de 16 a 18 de Maio. Esta fórmula matemática (que gentilmente me dedicou por causa de eu ser matemático :-) ) garante a Felicidade:
C = 2I + 2A = V
Conhecimento correcto
Impermanência
Interdependência
Aceitação
Apreciação
Vida iluminada
Fica aqui a fórmula para não nos esquecer-mos. É uma brincadeira mas também é uma coisa séria.
Este retiro, embora curto, mudou radicalmente o meu estado de espírito e tenho conseguido manter uma prática de meditação diária.
Agora espero manter a prática e continuar membro do Nalanda, procurando entender e praticar o essencial do ensinamento do Buddha, com o inspirador apoio do Ricardo.
sexta-feira, abril 03, 2009
rebirth
Buddhadasa Bhikkhu
quarta-feira, março 18, 2009
Meditação na Universidade de Aveiro
Sempre me pareceu que um seminário na Universidade é um lugar ideal para a prática de meditação. Conversamos com o Padre Alexandre que gentilmente nos acolheu e nos autorizou a usar uma salinha no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura) todas as terças das 18 às 19:30.
O grupo não é Cristão nem Budista nem de outra religião qualquer. O que nos une é apenas o interesse pela meditação e a vontade de praticar em grupo.
Não existe nenhum mestre no grupo. E os encontros têm corrido bem assim. Sem nenhuma espécie de planeamento o que tem acontecido é uma prática de meia hora de meditação sentada (alguns no chão outros em cadeiras) seguida de uma prática de meditação a andar (uma volta à sala, lentamente) e depois conversamos um bocadinho.
As principais fontes de inspiração do grupo actual talvez sejam o Budismo (da tradição Theravada) e Krishnamurti. Mas a ideia é manter o grupo aberto a quem tem interesse por meditação. O espírito não é de cultivo de crenças mas sim de abertura...
Quando aparece alguém sem experiência da meditação (já aconteceu) alguém no grupo dá indicações.
Para praticar connosco basta aparecer na entrada do CUFC (ao lado do seminário) às terças entre as 18:00 e as 18:10.
terça-feira, novembro 04, 2008
A morte
E essa mudança de perspectiva solucionou os meus mais terríveis problemas na vida: a condução agressiva e a timidez. Note-se que estes dois problemas juntos tornavam dificil o meu encaixe no DSM IV pelos especialistas de saúde mental. Não tinham etiqueta para me colocar, eheh.
Por isso para mim a consciência de que a morte existe é essencial. É algo a ter presente. A alternativa é arranjar distracções e evitar pensar nisso. Mas não me satisfaz.
No entanto, embora nesta margem não haja duvida de que existe a morte, parece que na outra margem, de algum modo não existe esta morte. Consigo imaginar que se eu conseguir "ver" que de facto tudo morre em cada instante, que eu morro e renasço em cada instante, então talvez se atenue esta distinção entre as "pequenas mortes" que a todo o momento ocorrem e a "grande morte" final.
Mas como diria o Buda, especular sobre o que é a iluminação não é conducente à iluminação. Nesta margem é claramente vantajoso estar consciente da morte e do sofrimento. Vamos remover a seta ou ficar a imaginar como vai ser bom quando ela for removida?
segunda-feira, setembro 22, 2008
A caminho
Parece-me tudo tão claro. Algumas pessoas são mais adaptadas. Querem um bom emprego, um bom carro, uma boa casa e uma família... mas há outras mais insatisfeitas. Como estou no segundo grupo para mim é clara a necessidade de mudar alguma coisa. Não é o mundo que tenho que mudar mas sim a minha própria mente.
O Budismo não me dá um sistema de crenças, não me dá respostas para nada. Mas dá-me técnicas para transformar a mente, uma orientação. O Budismo Theravada, que procura basear-se apenas no ensinamento original do Buda, parece ter uma abordagem quase científica ao problema. Parece que o Buda não era muito dado a rituais e crenças, isso surgiu depois...
Acredito na meditação, é a minha crença. Acredito que pode transformar a mente. Mesmo as tendências mais enraizadas que nos fazem sofrer, que geram insatisfação. Como o exercício físico pode transformar o corpo, a meditação pode transformar a mente. Treinado podemos ficar mais sábios. Acumular conhecimentos não nos torna mais sábios. Mas meditar pode tornar.
O caminho pode ser longo, mas o que importa não é chegar, é cada passo. É a atenção que se dedica a cada instante, a cada pressionar destas teclas, a tudo o que acontece em cada momento.
Parece tão simples. Porque é que às vezes é tão complicado? Porque é que ficamos mergulhados nesta tagarelice mental, nesta constante projecção de filmes mentais e nem sabemos o que estamos a fazer e o que está a acontecer? Porque motivo não praticamos para nos libertarmos desta tendência doentia?
Já há algum tempo que mantenho uma prática diária de meditação e este retiro reforçou a minha motivação para continuar.
A caminho...
sexta-feira, agosto 29, 2008
O optimismo do budismo
Mas não há problema pois só temos que lidar com o sofrimento do momento presente. Nas muitas vezes no futuro em que vamos morrer queimados, ter escaldantes metais liquidos derramados para dentro dos nossos futuros corpos, perder subitamente pessoas queridas e todas os outras imaginaveis formas de sofrimento fisico e mental, pelas quais já passamos também no passado, podemos preocuparnos apenas com o momento presente.
Não é tão bom? Saber que so temos que lidar com o presente e que um dia isto vai tudo terminar? Mas note-se que não temos que acreditar nisto porque nos dizem. É possivel ver que é de facto assim, meditando.
Ainda bem que no "fluxo de consciência individual" que passa de umas vidas para as outras não são transportadas recordações das torturas das vidas anteriores, pelo menos a nível consciente.
Será mesmo seguro meditar?
terça-feira, agosto 26, 2008
O caminho do meio

Embora simpatize com o Budismo Tibetano e o Budismo Zen, tenho claramente mais inclinação para o Theravada. Tenho lido tantos livros sobre budismo. Talvez ainda leia outros mas sinto que de certa forma este foi o último. Já não saber mais que as quatro nobres verdades e o caminho aqui descrito. Quero apenas praticar...
segunda-feira, junho 16, 2008
De scooter
Autonomia: não medi isto devidamente, mas sempre na velocidade máxima, suponho que seja pouco mais que 40km. Como moro apenas a 10km do trabalho, não é coisa que me preocupe. Já andei até descarregar quase totalmente a bateria. Não pára de repente. Vai andando cada vez mais devagar e depois liga e desliga. Ainda fiz uns três kilometros quase sem bateria.
Velocidade: na zona de Aveiro, plana, aguenta-se a 47,5km/h com uma pessoa (70 kg) e a 45km/h com duas (120kg).
Gozo: é muito agradável saber que se está a andar no veículo mais ecológico e económico que existe. Antes desta scooter tive uma Honda Hornet 600, que andava a 230km/h. Às vezes sinto a falta daquela potência todas nas rectas, mas andar de scooter é muito agradável. Devagar é uma experiência diferente, veêm-se as coisas pelo caminho...
quinta-feira, abril 24, 2008
Scooter eléctrica

Ontem comprei uma scooter eléctrica... e estou a pensar usa-la o mais possível.
Porque raio de motivo andamos de carro, uma tonelada de ferro que polui imenso, se podemos andar num veiculo assim? Há coisas que estão ao nosso alcance...
Estão com desconto de 200 euros na Feira de Março em Aveiro: ecomotores.
terça-feira, abril 15, 2008
Matemática Budista
Veio-me esta ideia... Suponhamos que o meu paradigma actual é P1. Eu posso deixar algumas crenças erradas e conseguir um paradigma melhor, digamos P2. E assim sucessivamente construo uma sucessão de paradigmas (Pn). Então é só estudar esta sucessão e ver se é convergente. Se for, o limite da sucessão é a Realidade Última. Mas a sucessão ser convergente não basta, podia ser preciso uma infinidade de termos. Hum, de facto segundo o budismo esta sucessão ou é constante a partir de certa de certa ordem, ou finita, não se sabe bem o que acontece a um iluminado. :-)
Parece uma ideia parva mas não é assim tanto... Primeiro deixa implícito que é o meu paradigma que tem que mudar, ninguém me pode dizer o que é a Realidade Última, dar respostas. Depois que, independentemente da existência ou não de limite da sucessão, parece possível avaliar se estamos mais perto da zona de convergência...
Uma vida com sentido
O meu budismo não dá respostas. Não sei se há ou não vida depois da morte, não sei se a lei do karma admite excepções, em principio não existe deus mas não estou certo disso... etc. Não tenho respostas para nada.
Claro que todos temos crenças, são a base que nos permite interagir com o mundo. Eu tenho crenças. E progredir é libertar-me delas.
Mas afinal que raio de religião é esta que em vez de nos dar qualquer coisa para nos agarrarmos ensina-nos a largar tudo?
Bom, na verdade há algumas crenças, mesmo no meu budismo. Eu acredito que existem sementes boas e más em mim, e que posso regar as boas e não alimentar as más. E também acredito que se pode ir para além do bem e do mal.
Então escolho a seguinte perspectiva: vejo-me a mim próprio como uma esfera, com luz branca no centro e montes de lixo à volta. A mim e as outros seres. O sentido desta vida é ir removendo progressivamente o lixo à volta até que a luz branca se manifeste, sem obstruções.
Nem sempre sei o que é o melhor a fazer para me libertar, e aí o Caminho do Meio, orienta-me, como um mapa...
E o essencial do Caminho do Meio é para mim apenas isto:
1. Existe dukkha (sofrimento, desencaixe);
2. A causa é o desejo (o querer que seja o que não é);
3. É possível cessar o dukkha e as causas (momentaneamente, por algum tempo, talvez de vez);
4. Existe um caminho para acabar com o dukkha, o Nobre Caminho Óctuplo (um mapa).
O Nobre Caminho Óctuplo é formado por oito aspectos que se agrupam em três grupos:
I - Sabedoria (1. Compreensão, 2. Motivação);
II- Conduta (3. Fala, 4. Acção, 5. Modo de subsistência);
III- Meditação (6. Esforço correcto, 7. Atenção, 8. Concentração).
E como funciona o Nobre Óctuplo Caminho?
Orienta-nos na transformação progressiva da mente de modo a libertarmos-nos das tendências mentais perturbadoras, da parte menos boa em nós, ou do lixo em torno do centro luminoso da esfera.
As perturbações mentais (por exemplo a raiva) existem em três níveis diferentes:
1) latente (exemplo, raiva por despoletar),
2) manifesto (exemplo, sentir raiva),
3) transgressão (exemplo, agir ou falar movido pela raiva).
O grupo II do caminho (conduta ética) permite-nos lidar com os níveis 2) (manifesto) e 3) (transgressão) e o grupo III (meditação) com o nível 1) (latente). O grupo I (sabedoria) é o ponto de partida e o objectivo do caminho, o auto-conhecimento, a sabedoria e compaixão.
A ideia é cultivar os oito aspectos em simultâneo...
Então basicamente tenho que me portar bem (grupo II; porque é vantajoso para mim e para os outros, não é porque senão deus castiga), tornar-me sábio (grupo I; que é basicamente ver mais longe a interdependência, e ser compassivo, em vez ter visões curtas e atribuir culpas) e meditar (grupo III; sentado e atenção plena durante o dia).
Assim tenho a salvação garantida! Se existir Deus vou para o céu. Se há renascimentos tenho garantido um bom renascimento. Se a vida terminar com a morte também está bem pois vivo uma vida com sentido.
Ah, a expressão "Caminho do Meio" é para aplicar a tudo. Não há interesse em ser demasiado sério nem demasiado a brincar, é sempre pelo Meio!
segunda-feira, abril 14, 2008
Curso do Sagara
Há tantas religiões, filosofias, espiritualidades... E tanta gente desorientada, sem saber bem para onde se virar. Eu desde que conheci a história da vida do Buda nunca tive grandes dúvidas, a base do meu caminho nesta vida é o Budismo.
Algumas pessoas sentem-se mais ligadas aos aspectos mais esotéricos do Budismo, a rituais e a crenças. Mas o Sagara, que é Budista, parece a pessoa menos religiosa que conheço. No sentido mais usual da palavra.
Para escolher um caminho, além de ter que fazer sentido intelectualmente, é fundamental ter em conta o que ele fez à pessoa que o sugere. Talvez tenha um efeito semelhante em nós.
A concentração, clareza de discurso, bom humor e abertura de espírito do Sagara quase que nos deixam iluminados só com o curso!
A forma como propões o Octuplo Caminho, faz todo o sentido intelectualmente. Voltei a meditar regularmente e sinto-me orientado e com vontade de participar num retiro.
Quem por vezes sente que a vida não tem sentido, quem se identifica com a filosofia do yoga mas não é dado a crenças e em particular não acredita em Deus, tem que fazer um curso com o Sagara!
quarta-feira, abril 02, 2008
Vida
"All conditioned things are impermanent" - When one sees this with wisdom, one turns away from suffering. This is the path to purification. -
Buddha...